O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu aliados políticos em 5 de outubro de 2026, no Hotel San Marco, localizado na Asa Sul de Brasília, para avaliar os resultados eleitorais e reorganizar as diretrizes da campanha presidencial. A votação do primeiro turno confirmou que a disputa nacional será decidida em segundo turno no dia 25 de outubro de 2026, entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro concluiu a primeira etapa na liderança da corrida eleitoral, somando 47,03% dos votos válidos (56.104.503 votos). Lula registrou 45,16% da preferência (53.879.538 votos), acumulando um recuo de 3,4 milhões de votos em relação ao seu desempenho no primeiro turno da eleição de 2022.
Articulação política e formato do encontro
A agenda do encontro em Brasília foi estruturada em duas fases: uma plenária ampla incluindo candidatos que disputaram cargos majoritários e uma conversa reservada com os nomes que seguirão para o segundo turno nos estados. A convocação reuniu ministros de Estado, governadores e lideranças do Congresso Nacional.
Estiveram presentes lideranças como o vice-presidente Geraldo Alckmin, Dario Durigan, os ministros Rui Costa e Alexandre Silveira, o governador baiano Jerônimo Rodrigues, o senador Jaques Wagner e o ex-prefeito do Recife João Campos. Também integraram as discussões o governador eleito da Paraíba, Lucas Ribeiro, o senador eleito João Azevêdo e o ministro Paulo Pereira.
Abstenção histórica e reações governistas
Além do placar entre os dois primeiros colocados, o pleito foi marcado pelo índice nacional de abstenção de 21,08%, equivalente a 33.469.244 eleitores faltantes, o maior patamar desde 1998. Na região Nordeste, a taxa de eleitores que não compareceram às urnas atingiu 18,36%.
O cenário eleitoral abriu divisões internas. Diante do quadro desafiador para reverter os números até a votação final, uma ala do primeiro escalão do governo passou a considerar a possibilidade de derrota eleitoral. Em contraponto, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, buscou relativizar o resultado inicial e declarou que a legenda abrirá diálogo com dirigentes partidários para ampliar alianças.
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